26.6.06

Estado de sítio

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Tive a sensação, apesar de muita gente ter estado optimista, que existiram menos pessoas este ano a participar activamente na marcha. Sempre o mesmo problema todos os anos. A exposição, o problema de dar a cara de aparecer nos jornais, o reconhecimento involutário por quem passa por uma das artérias mais movimentadas da capital ou ainda a célebre frase eu não me reconheço nas pessoas nem no desfile da marcha. Nem vou rebater etses velhos argumentos, pq já tantas vezes o fiz. O que eu queria falar era sobre a incoerência das pessoas. Custa-me ver a mobilização das pessoas ao acabar um jogo de futebol e vir tudo para a rua dar largas á sua alegria e ao seu pseudo-nacionalismo, custa-me ver a tão falada mobilização de mulheres em torno duma bandeira humana e a tão pouca mobilização em torno de causas e direitos fundamentais como é a marcha do orgulho. Como é que as pessoas se revêem em jogadores que ganham ordenados milionários (ganham mais num mês que qualquer pessoa em 5 ou 10 anos), que practicamente não pagam impostos, que trabalham 10 anos e ficam a gozar dos rendimentos, que correm 90 mins atrás duma bola e viram heróis quando a empurram para o fundo da baliza e não se revêem nem apoiam o vizinho do lado que é gay, o familiar que é gay, o amigo que é gay e os jogadores de futebol que tb são gays, não se revêem nem apoiam aqueles que têm orgulho de andar todos os dias de cabeça levantada de se assumirem como são sem verem nada de errado nisso e enfrentam as consequencias sociais no seu dia-a-dia e aqueles que lutam nas associações por direitos iguais. Haja coerência!

24 Comments:

At segunda jun. 26, 05:50:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

o vizinho que é gay, o famuiliar que é gay, o jogador de futebol que é gay....então e lésbicas não? e lésbicas? tás-me a discriminar?
Lésbica irritada

 
At terça jun. 27, 08:34:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

...eu por mim confexo-m talvez cobarde, mas prinxipalmente mt mt comodista. N m revejo nas marchas mas apoio a coragem ou a insensatez d kem nelas partixipa. N vivo na sombra mas tb dispenxo a ribalta. Já n kero mudar o mundo mas apenas viver o meu mundo. Desde k tenha a minha miuda ao meu lado td just fine cmg. Eu xei: é egoismo...mea culpa mea culpa minha máxima desculpa lol Bjitos

 
At terça jun. 27, 11:15:00 da tarde, Blogger Pequenos Nadas said...

gay e a utilização do masculino no sentido lato de englobar tb o género feminino e as lésbicas... Sim Sim a linguagem é sexista!

 
At terça jun. 27, 11:17:00 da tarde, Blogger Pequenos Nadas said...

fala-me antes de insensatez de quem não participa.....

 
At quarta jun. 28, 12:37:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

xim talvez tenhas razão talvez a insensata aki seja eu por me afastar destas inixiativas, louváveis conxerteza...mas acredita, cada vez mais partilho menos afinidades (a n xer a orientaxão sexual)c o mundo lésbico; bares, discotecas e até movimentos e associações, eu xei k cumprem funxões sociais importantes, mas xinto k tar c pexoas, cujo unico denominador comum cmg, é a orientaxão sexual, é um fraco argumento pra "estar" lá em comunhão c exas pexoas...prefiro os little gatherings em casa d amigo/as noxos. Mas aplaudo claro está exas inixiativas, mas xó d bancada.lol BJINHUS

 
At quarta jun. 28, 11:06:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

"é a diferença entre passar pela vida (com significado) ou apenas deixar que ela passe por nós(mesmo que assistindo de bancada)"
já dizia não sei quem.
LOL
Lesbica Proverbial

 
At quinta jun. 29, 12:20:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Obviamente o k tem xignificado pra mim n é o mxm k tem pra ti. E poxo faxer a diferenxa no meu kuotidiano, em relaxão ao preconxeito das pexoas xem ixo ter d paxar forxosamente por manifestaxões colectivas d pertenxa. Axo k cada um tem a xua maneira d lutar e xe posixionar no mundo. Eu respeito a tua e tu respeitas a minha?

 
At quinta jun. 29, 06:29:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Parece-me óbvio que todos podemos lutar no quotidiano, mas temos que ser realistas e perceber que as grandes mudança em qualquer sociedade só se realizaram porque as pessoas se juntaram num objectivo comum. Obviamente que o impacto nem sequer é comparável. Se não fosse o aparecimento de associaçõe lgbt, o tema da homossexualidade continuaria a ser totalmente tabu. Eles/as obrigaram a sociedade a encarar o tema e o muito caminho que ainda há para fazer será sem dúvida mais rápido se for feito em conjunto.
Respeito a maneira que cada um tem de lutar, mas se as pessoas achassem que seria a acção individual que alteraria as coisas, então ainda viveriamos na idade média.
Se não concordas com a prática das associações, então posso dizer-te que as associação são constituídas por pesssoas e como tal mudam consoante a participação das mesmas. Quanto mais actividades, mais associações, mais ideias e maiores as diferenças então melhor.
Infelizmente em Portugal, valoriza-se a não intervenção, o ser neutro, o estar calado e isso reflecte-se na pouca vontade que as pessoas têm para manifestações, para qualquer forma de expressar a a opinião sem ser o voto de 4 e 4 anos.

 
At domingo jul. 02, 04:06:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Mas aí é k tá ainda vivemos na Idade Média, n axas? eu plo menos tenho paxado por situaxões k denotam ixo e n m parexe k nenhuma nenhuma associação tenha até hj conseguido alterar substanxialmente ixo...aliás é bem pouco visivel o impacto dexas associações na sociedade e na vida d todos os dias, às vezes constituem-xe mais como "guettos"...mas pra kem a elas acorre xão importantes pois constituem-x como apoio e resguardo emoxional d mt gente, são sitios onde as pexoas talvez n xe xintam tão sós na sua diferenxa. Mas pra mim pouco akecem ou arrefecem. N participar em associações n significa xer passivo, axeitar tudo, n expressar-m (plo contrario tenho "tomates" ou "mamas" lol pra o fazer em nome individual). Tenho voz propria e através dela tenho tentado fazer a diferenxa no meu mundo e no dakeles k m rodeiam e por ixo n m considero uma pexoa amorfa, n fico calada e xei os meus direitos, xem precisar d acorrer a nenhuma associação pra nd. No entanto parabenizo-os a todos os k se empenham nexas assoxiações, k xem duvida xe constituem como suporte d mt gente.

 
At segunda jul. 03, 11:42:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Não tenho dúvidas nenhumas que muitos dos avanços que aconteçeram em muitas sociedade foram exclusivamente por força das associações. Aliás, Portugal tem estado atrás numa série de avanços porque o movimento social sempre foi fraco. Mas basta olhar para a história de uma série de outros países, e não só na questão lgbt, mas tb nas mulheres, nos imigrantes, etc.. Alias, a força do conservadorismo mantem-se exactamente porque há militância, com no caso das igrejas.
Os movimentos não são necessáriamente identitários, mas sinceramente acho que as coisas não avançam porque as próprias pessoas não querem ter consciência da discriminação que sofrem. Se houvesse realmente uma conciência por parte das mulheres da sociedade sexista em que vivemos, as coisas há muito que seriam diferentes. Por isso é que acho que o fundamental é que as próprias pessoas que sofram de uma discriminação comum discutam em conjunto e ajam em conjunto. Obviamente que a participação deve ser de todos/as, mas se as próprias pessoas não tiverem essa consciência, então pouco se poderá avançar. Daí que as associações sejam tb identitárias. Num país que é uma vergolha dizer ~"sou gay", existirem associações que ponham essa palavra na boca das pessoas, que ajudem outros a assumirem-se, então o papel delas é importatissimo.
Mas se queres mudar uma lei, se queres ter um impacto para além do teu grupo de amigos, então só te juntando com outras pessoas. Se não te identificas com as associações que existem, podias mexer-te para criar outra. Porque sem associações ainda hoje a maioria das pessoas acharia que isso não existe cá. Ou pior, continuariam a dizer que nós, os portugueses, não somos nada homófobos, nós somos um povo de brancos costumes que aceitamos as diferenças. Felizmente que este discurso que era habitual nos anos 80 e 90 já deixou de ser tão habitual.
Ainda bem que todos tentamos fazer algo no dia-a-dia, que acho importatíssimo, mas sei bem que assim posso levar as minhas opiniões a duas duzias de pessoas ao longo de toda a minha vida. Enquanto que só a manifestação, apesar de ser pessimamente retratada pela imprensa, levou o tema a milhares de pessoas.
Achas que a discussão do casamento, das uniões de facto, dos filhos existiria agora em Portugal se não fossem as associações? Podem não concordar, mas há 10 anos atrás era impensável falar do tema. Via-se nos filmes americanos, nada mais.

 
At quinta jul. 06, 05:56:00 da tarde, Blogger Pequenos Nadas said...

Correndo o risco de repetir muitas das coisas que ana já disse não consigo não deixar de dizer umas quantas coisas:
1) Iniciativas louváveis com certeza? já de si a forma como o escreves não me parece que as aches que sejam
2) Se todos defendessemos a tua filosofia de vida aí sim os homossexuais estariam todos dentro dos armários e a viver os seus afectos e as suas sexualidades apenas nos "little gatherings" entre amigos como tu própria dizes, little gatherings entre amigos não são mais do que guetos que crias guetos esses políticamente correctos e escondidos dos olhos e das críticas da sociedade
3) A nossa orientação sexual é uma característica inerente a cada pessoa tanto como ter cabelo loiro, não tens de sentir nenhum tipo mais de afinidade só por determinada pessoa possuir a mesma orientação sexual do que tu (fá-lo com pessoas que tenham a mesma cor de cabelo que tu?),o denominador comum nas associações é a luta pela igualdade e a luta pelos direitos independentemente que género tu possas amar, se houvesse mais gente a pensar assim as associações LGBT não seriam só quase uma exclusividade interveniente dos próprios LGBT's visados.
4) Se amanhã te quiseres casar e engravidar e ter um/a filh@ não serão graças aos little gatherings entre amigos que o poderás fazer, se hoje possívelmente podes doar sangue nos hospitais como qualquer outra pessoa se calhar o deves a uma cambada de marretas que durante anos andaram a fazer campanhas e a sofrer as consequências dessas campanhas, se hoje ou amanhã (hj ainda não 100% à vontade) quiseres andar de mão dada e dar um beijo à tua namorada na rua não deves isso com certeza aos little gatherings em casa dos teus amigos.

Parece-me óbvio que a sociedade só muda quando as pessoas se juntam para lutarem por objectivos comuns, e quanto mais forem as pessoas mais depressa a sociedade muda.
A mim parece-me que não conheces a realidade de luta das associações, não conheces o dia a dia nem o trabalho desenvolvido por elas. Se calhar precisas mais das associações LGBT do que o que tu julgas, pq os direitos e a igualdade infelizmente não caiem do ceu e é fácil e cómodo ficar a mudar o teu pequeno mundo e usufruir das conquistas que outros fazem por todos.

 
At sexta jul. 07, 02:25:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Acredita k nunca ninguém fez conkistas por mim, nem nunca usufrui do voxo trabalho, dixo tenho a xerteza. Apenas conto c o apoio de alguns amigos mais xegados, exas são as minhas unicas associações e o meu suporte moral e psicologico. Quanto a casar ou a beijar em publico, n prexiso d o faxer, n o considero relevante pra mim, simplesmente n tenho nexexidade dixo, mas tb n m escondo, tenho gestos de afecto inekivocos c a minha namorada em publico, mais n m permito pq n kero, n faz parte da minha natureza, n xou axim. Prefiro expressar-m mais intimamente em privado, pra mim é mais saboroso dexa maneira, xecalhar ixo é o k habitualmente designam por :tar no armário, n xei,mas como uso o armario xó pra guardar roupas nunca m aperxebi dixo...talvez xe usasse uma t-shirt a dizer" she's my bitch" talvez ajudaxe à causa da visibilidade lgbt lol

Quando falo em afinidades, é xentir k certos ambientes lgbt xão demasiado pesados pra mim, k as pexoas dali xão doutro planeta ou xe calhar xou eu k o xou...tou a falar de discotecas e afins, mas tens razão d associações talvez pouco ou nd perxeba. Mas credo k fike bem claro k n xou contra a existencia d assossiações, antes plo contrario, apenas n m considero tributária nem adepta delas. Ou n poxo xer axim?...

 
At sexta jul. 07, 04:54:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Acerca do que já foi dito, não há muito mais a acrescentar. Parece-me que tens-te como auto-suficiente no que concerne a esta temática de conquistar igualdades, como por exemplo na parte do demonstrar afecto em público para com a pessoa que amas/whatever. Não crês que isso foi uma conquista feita pelas associações, que deram a cara e levantaram a voz, demonstrando que há outras formas de amar, que não apenas a tida como normal e única, desbravando mentalidades fechadas? Ou pensas mesmo que o conseguiste a título individual?
Se toda a gente fosse a seguir essa linha de racíocinio, a do 'já não quero mudar o mundo, mas apenas viver o meu mundo', uma comunidade gay assumida e com direitos como o mais comum do mortal continuaria a fazer parte, apenas, do imaginário de alguns. Naturalmente que podemos tentar promover mudanças no seio da família e/ou em contexto social, mas parece-me de longe, bem mais eficaz um colectivo de pessoas que 'puxam a corda para o mesmo lado' tendo as suas iniciativas, quase invariavelmente a cobertura dos media cujos encarregar-se-ão de levar a mensagem mais além, do que um indivíduo isolado a tentar explicar ás pessoas o porquê das coisas. E sendo que o fará junto de amigos, terá sempre a atenuante do laço que existe em si, pois que não seria igual se o fizesse junto a um desconhecido. Com tudo isto, my point is: as associações são vitais, seja lá qual fôr o objectivo visado. E como sempre ouvi dizer, a união faz a força.

Acho o teu discurso imensamente egoísta e irreflectido. E presunçoso até, no sentido em que julgas nada ter lucrado com esse bando de insensatos que vão á luta por um mundo melhor para todos. Yeah, shame on them! Mas sim, de facto é bem mais fácil viver numa bolha e ir usufruindo das (poucas, mas esforçadas) evoluções que se vão reflectindo. Longa vida ao comodismo!

 
At sábado jul. 08, 07:32:00 da tarde, Blogger Pequenos Nadas said...

Fico contente que não sejas contra a existência de associações apesar de que não se quaduna muito com o teu discurso individualista e umbiguista.
Não sugeri que aderisses massivamente ao casamento ou que fosses engravidar já amanhã mas usufruis sim da possibilidade quando ela existir de teres o direito de optar por casar ou não e por engravidar ou não como toda a gente! Já pensaste um dia que tu ou a tua namorada precise de assistência no hospital? quem são considerados os parentes mais próximos, sim não me digas a doença claro não faz parte dos planos de nínguém...
Olha gostava que me dissesses o que são ambientes LGBT's pesados? É um bar com gente com o peso acima da média?
Sim olha definitivamente essa t-shirt apesar de ser uma provocação da tua parte se calhar faria mais pela visibilidade LGBT do que tu própria com a tua postura no dia-a-dia sobre o assunto. O que tu não percebes é que toda a gente tem o direito de optar sobre o rumo que quer dar à sua vida e sobre a forma como se quer organizar na sociedade, as associações lutam para que hajam opções para que haja igualdade para optar e lá pq não queres casar nem ter filhos não significa que não usufruas dos caminhos que elas vão desbaravando.
Desculpa mas tens uma visão um pouco distorcida da realidade, se és mulher se calhar desde que nasceste não fizeste tu e eu outra coisa que não seja usufruir de direitos conquistados por associações, partidos, conjuntos de pessoas, LGBT's e sem serem LGBT's (lembra-te só das conquistas e liberdades que usufruis que foram trazidas pelo 25 de abril!)
Tens um discurso do salve-se quem puder, do individualismo, duma falsa auto-sufiência e do orgulhasamente só de quem interiorizou a ideia com que nos quizeram sempre formatar mais vale não fazer ondas para não levantar problemas, limitas-te a ser com te ensinaram e não questionas toda uma educação que te deram.

 
At domingo jul. 09, 01:51:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

ok xou egoista, irreflectida, presunxosa, e umbiguista ( o mais original e ximpatico dos meus atributos...). E tudo ixto pq n partilho da voxa opinião? Pq xou diferente na diferenxa? Todos os fundamentalismos xão maus...anyway shame on me né? i'm a bad and a very silly silly girl because i'm not like you!

E n creio k demostrar afecto em publico, seja uma conkista das associações, pq é um afecto xempre mt contido e subtil pq carga d agua as associações teriam alguma coixa a ver c ixo?! E ao marialva k manda bocas aos rabos d saia, pouco lhe importa as associações...mas de facto o ppl conservador é mais dado a estas coisas da militanxia e activismo, xe calhar é por ixo k têm tanta forxa,(basta ver a cena do referendo ao aborto, o ppl liberal n foi votar e os fundamentalistas "pro vida" ganharam...) xe calhar devia mudar a minha atitude, mas faz-m tanta confusão a cena activista radical...defeito de educaxão ou feitio? xei lá afinal d contas xou umbiguista, faxer o kê?

 
At segunda jul. 10, 03:12:00 da tarde, Blogger Pequenos Nadas said...

eu disse isso? eu limitei-me a dizer que eras individualista e o resto que dizes, baseada apenas na tua argumentação, que tu estejas a extrapolar que é por não seres activista já é uma conclusão precipitada da tua parte. Associativismo radical? o que é isso? eu já fico contente que as pessoas tenham uma cultura de associativismo que é escassa nos dias de hoje quanto mais associativismo radical...

 
At terça jul. 11, 12:02:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Infelizmente, é tão pouco "normal" alguém querer lutar por uma sociedade em que ninguém seja discriminado, que quando o faz é "radical". A mim parece-me algo básico. O que é radical é o individualismo, principalmente porque cada vez é mais forte.
Por exemplo a forma como falas, é de quem não está muito interessado se os outros têm ou não as mesmas oportunidades. Tu sentes bem, não tens qualquer problema em te assumir, mas tens noção que a maior parte das pessoas não tem esse espaço. Que ainda hoje assumir-se pode ter consequências gravissimas na vida das pessoas, como por exemplo ao nível do emprego.
Eu não estou aqui para julgar ninguém. Sabendo que a maioria das pessoas é discriminada por variadíssimas razões e não concordando com isso, parece-me natural fazer algo para que isso não aconteça. Isto é radical? Radical é saber que vivemos numa sociedade em que as pessoas são habitualmente discriminadas por serem diferentes e achar "normal" não fazer nada. Não preciso ser negra para achar que devo combater o racismo e não preciso ser lésbica para achar que devo combater a homofobia.
Posso não querer casar nem ter filhos, mas acho que todos/as devem ter a oportunidade de o fazer e por isso é que vale a pena lutar.
Se não tens consciência das discriminações que sofres nesta sociedade como mulher e lésbica, então pelos menos assume que elas existem e a tua perspectiva individualista é apenas mais uma forma de nada fazer.
Tu podes não concordar com o associativismo, mas não neges o papel que ele teve, porque a situação das mulheres não mudou por obra divina. E lá porque ainda haver muita coisa a fazer, não quer dizer que muita coisa já não tenha sido feita. Infelizmente, como a maior parte das pessoas pensa como tu e simplesmente não se interessam, as mudanças têm demorado muito a serem conquistadas.

 
At quarta jul. 12, 09:43:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

"Tu sentes bem, não tens qualquer problema em te assumir", "Tu podes não concordar com o associativismo", "como a maior parte das pessoas pensa como tu e simplesmente não se interessam" ena ena Ana tu assumes saber mt coixa a meu respeito... but i do give a shit about ir, i do care, and yeah sometimes i feel lost and confuse with the world too...e d td o k já dixe anteriormente penxava k tava claro k n xou contra o associativismo, xe ele existe é pq tem uma razão d xer e é relevante pra montes d ppl, xó k n o é pra mim prinxipalmente pq as boas causas surgem kuase xempre coladas a um determinado partido demagogo e de extrema eskerda, k eu reputo de execrável plo aproveitamento politico e portunista k faz delas. E aí tá ele associado a um xem numero de axuntos como o "aborto", o racismo, a comunidade LGBT, e gentes eles tão-xe pouco marimbando prás mulheres, e prás minorias sexuais e raciais, eles fazem estandarte dexes axuntos sobretudo pra xe auto-promoverem e pra esconderem a falta de consistenxia politica k é nenhuma...tou-me a referir, é claro, ao bloco de eskerda ex-psr. Era ixo k m referia d cena radical... N xei xe todas as associações estão conotadas ou axeitam ajuda envenenada dexe partido d extrema eskerda, mas mts estão, o S.O.S racismo por exemplo está, (ya Ana eu tb n xou preta mas apesar d individualista feroz conxigo criar empatia c a comunidade africana...go figure why! can you believe that?)
ppl n tenho nem nunca terei cor politica, nem o meu afecto tem, tem as cores do meu xentimento e recuso discutir coisas minhas às vezes dolorasamente minhas c ppl k n tem nd a ver...é pá mas n condeno kem o faxa! n xou contra e ya devo xer por ixo um monstro d egoismo por causa dixo! i rest my case, pq ameaxo-m tornar maçadora c esta história toda...

 
At quinta jul. 13, 09:54:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Se calhar está maçador, mas são sempre importantes estas discussões.
Relativamente aos partidos e aos movimentos sociais, dos que conheço posso-te dizer que o que o se passa é que mt vezes as pessoas que mais se dedicam às associações são as mesma que também se dedicam aos partidos. Isto deve-se essencialmente ao facto de serem mts poucos os que realmente se dedicam a causas e por isso há uma sobreposição. Chama-se consciência política e cada um tem o direito de militar nos sítios onde bem entender.
O problema é que uma associação é constituída por pessoas de partidos e por pessoas que não são de partidos e o facto de tu achares que uma associação é de um partido porque há meia duzia de pessoas que militam nos dois sítios é revelador como tens ideias-feitas sobre as associações que não correspondem em nada à realidade.
Se conhecesses a realidade das associações não dizias barbaridades dessas, porque se tivesses envolvida numa associação percebias que na maior parte delas as decisões sobre o que fazem ou não devem fazer é tomada pelas pessoas que vão as reuniões, logo, por qualquer pessoa que queria participar. A grande parte dos chamados novos movimentos sociais são bastantes informais na sua maneira de funcionar, isto é, a associação é o que as pessoas que participam nela decidem que seja.

Mais uma coisita: tens noção que ler a forma como tu escreves não é fácil para a maioria das pessoas que aprendeu português na escola?

 
At quinta jul. 13, 10:39:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

N m digas n xabia!! Realmente as coixas k aprendo ctg...o pior é qd numa associaxão dexas, actividades e ideias xão aproveitadas pra promover paralelamente partidos, xei do k falo pq já partixipei numa delas apesar d n parexer né?...

mais uma coixita: tens noxão k esta maneira d teclar n tem a ver c o código d escrita convenxional mas k aplicado em contextos informais como este n traz mal nenhum ao mundo, ou traz? é axim uma coixa tão perigosa e contagiosa como xer individualista feroz e brutal?Ah pois é ixo e o facto d n ter ido além da 1ªclasse talvez tb tenha ajudado...(como vês poupo-t os argumentos nada agrexivos da tua parte de resto...)

 
At sexta jul. 14, 10:12:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Desculpa lá, mas a táctica dos argumentos agressivos não é de certeza minha. Nem me identifico com essa forma de discutir ideias. Mas é mais que óbvio que escrever numa "língua" inventada facilita a tua vida, porque escreves mais rápido, mas claro que dificulta a vida de quem lê. Não tem nada a ver com o que tu sabes ou não sabes (nunca disse isso, nem nunca diria), tem a ver que o comodismo é muitas vezes uma atitude individualista e egoísta.

Comecei esta discussão porque achava que estavas interessada em discutir se vale a pena ou não interver em movimentos sociais porque é um mundo complexo e muito diversificado, mas cada uma de nós tem a sua forma de encarar o mundo e encarar as outra pessoas e penso que nenhuma de nós vai mudar por agora. Para além disso isto já deixou de ter uma troca de ideias há muito tempo.
Até qualquer dia

 
At sexta jul. 14, 06:44:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

li os vossos comentários e agradeço à Ana a forma séria com que tentou levar esta discussão

 
At segunda jul. 24, 04:22:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Só agora o tempo que, ainda não, tenho me permite responder.
Apesar da discussão parecer ter chegado a um fim, ou não. E, de agora, o que quer que eu disser parecer um bocado despropositado. E, também, não querendo reacender novamente a discussão, por não ter tempo e me recusar simplesmente a ter discussões escritas com pessoas que para mim, até ver(literalmente) são virtuais, aqui fica de qualquer forma.
Não vou dizer obrigada, porque não agradeço que respeitem a minha opinião, visto ser um direito que me assiste. Penso, também, não ter desrespeitado nenhuma das opiniões às quais respondi. Tenho apenas um ponto de vista diferente. Acho que o "outing" gay/ lésbico/ etc... é preciso, é urgente. A invisibilidade, principalmente lésbica, é assustadora nos dias que correm. E por isso acho que, não só no meu dia a dia, posso e devo fazer a diferença, como, também, sair à rua numa manifestação que grita: Nós existimos, somos assim! Queremos direitos! - tende a ser mais abrangente do que apenas gritar isso às pessoas que conheço.
E é só!
Diria mesmo até é demais, visto que, a minha parca existência virtual se queria superficial!
Lésbica

 
At sexta jul. 28, 07:04:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

É URGENTE, É MESMO URGENTE

 

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